LANDR BLOG

Mixagem e masterizaçãoVídeo

Como Preparar As Suas Faixas Para a Masterização LANDR

landr-blog-master-8

Nosso poderoso mecanismo de masterização baseado em IA ouve a sua música e oferece música cristalina com qualidade de estúdio que está pronta para o lançamento. Domine uma faixa. Domine uma faixa

Aprenda como preparar as suas faixas para obter o melhor da masterização LANDR.

Fazer música é fácil. Mixar música também não é tão difícil…

A engenharia de som, por outro lado, é um processo muito técnico e demorado no qual não muitos artistas obtêm sucesso.

Este guia irá ajudá-lo a preparar suas faixas da melhor maneira possível para a masterização LANDR. Então leia, faça anotações e depois volte a fazer música.

Sobre dinâmica e masterização

Mixagens com boa dinâmica soam mais penetrantes, mais consistentes, mais emocionantes e menos cansativas aos ouvidos.

Além disso, uma mixagem dinâmica com bastante headroom (vamos falar disso em breve) vai sempre resultar em uma melhor masterização final – isso confere ao processo de masterização o espaço necessário para que a mágica seja realizada.

Deixar espaço para a dinâmica nas suas mixagens é fácil. Basta compreender 2 conceitos importantes durante a fase de mixagem.

  1. Transientes
  2. Headroom

O que são transientes?

Os transientes compõem a parte do som conhecida como ataque. É o que confere ao tom alto da bateria o seu estalo e ao bumbo a sua pujança.

Os transientes são a força vital da batida e do groove …

Eles são essenciais se você quiser que sua música realmente atinja as pessoas no peito ao invés de cair sobre elas como uma caixa de papelão molhada.

Aqui está um exemplo de um transiente. Observe a boa variação entre o ataque (ataque inicial) e o decaimento. Essa variação é o que faz um som ser interessante para os ouvidos.

Transient

Agora eis o mesmo hit mas com bastante compressão.

Transient killed by compression

Observe como não há variação entre o começo do hit e o decaimento. Nada bom.

Isso pode significar mais intensidade, mas também pode significar mais chatisse. Picos e vales no seu formato de onda (waveform) significam um som mais interessante. É claro que existem maneiras inteligentes de utilizar a compressão

Mas quando um hit possui compressão em excesso, essa deliciosa variação desaparece. Que bagunça.

O que é headroom e como ele vai ajudar a minha masterização?

Headroom é um espaço físico deixado no seu mix para o processo de masterização.

Aqui está um faixa com pouquíssimo headroom. Como você pode ver, há muito pouco espaço disponível para o processo de masterização.

Waveform without headroom - redone

Aqui está a mesma faixa mixada com bastante headroom. Observe quanto espaço foi deixado para ser trabalhado.

Waveform with headroom

O formato de onda na parte inferior ainda possui um bom alcance dinâmico sem empurrar os níveis para o vermelho – bastante espaço para o processo de masterização trabalhar nesses picos e vales interessantes até a perfeição.

Como eu posso fazer o headroom suficiente para a masterização LANDR?

O truque aqui é gravar e mixar em níveis sensíveis. Como regra geral, mantenha seus níveis de pico por volta de -6dB no seu master fader.

Observe como o nível do master fader está com picos em torno de -6dB.

https://blog.landr.com/wp-content/uploads/2017/01/landr-blog-master-3.jpg

A regra de NÃO CLIPAR

O erro mais comum é mixar muito de forma muito quente (no vermelho) e depois colocar um limitador no master bus para evitar o clipping.

O problema é que um limitador pode evitar que as luzes de sobrecarga sejam acendidas e ainda prejudicar sua dinâmica ao reduzir todos os seus picos transitórios agradáveis e remover todas essas agradáveis dinâmicas da sua faixa.

Um limitador compromete todos aqueles bons picos e vales que tornam sua trilha interessante aos ouvidos em primeiro lugar.

Um problema que observamos em muitas faixas que são enviadas à LANDR são mixagens esmagadas com um limitador e o master fader reduzido para alcançar os 6dB sugerido de headroom.

Isso é trapaça! O resultado será uma masterização final inferior a ideal. Porque você pergunta?

Seu master fader reduz o ganho DEPOIS de atingir o limitador, não antes. Então, se você estiver clipando, o dano já foi causado antes mesmo de chegar ao master fader.

Então, qual é a solução?

Não se preocupe em aumentar o volume na fase de mixagem adicionando todos os tipos de compressão e limitação. Se está soando muito silencioso no estúdio, apenas aumente o volume dos seus monitores.

Concentre-se em fazer suas mixes soarem o melhor que você puder (isso quer dizer um bom mix dinâmico) e deixe a “intensidade” para a fase de masterização.

Não faz sentido masterizar sua faixa e depois enviá-la para ser masterizada.

Você não colocaria uma pizza no forno e depois de pronta, colocaria novamente, certo? O mesmo vale para a masterização. Não faz sentido masterizar sua faixa e, em seguida, enviá-la para ser mixada.

Eis um exemplo de uma mixagem com bastante headroom:

https://blog.landr.com/wp-content/uploads/2017/02/1How-To-Prepare-Your-Music-For-LANDR-Mastering-mix-headroom.jpg

Quais são os melhores formatos de arquivo para enviar à LANDR?

Sempre envie o melhor formato de arquivo possível para masterização. Ou seja, em WAV ou AIFF.

Exporte sua faixa com a mesma sample rate e bit depth utilizadas na sua sessão.

https://blog.landr.com/wp-content/uploads/2017/01/landr-blog-master-10.jpg

Não envie um MP3 (ou M4A ou OGG ou WMA) para ser masterizado.

Escolher HD WAV para o seu formato de saída para masterização LANDR é a melhor opção. Quando você precisar de um MP3 ou qualquer outro formato de arquivo com perda para distribuição digital, crie-os a partir de um WAV HD e garanta que todas as cópias da sua faixa irão soar o melhor possível.

https://blog.landr.com/wp-content/uploads/2017/01/landr-blog-master-2.jpg

16 bits pode ficar um pouco barulhento quando você começa a adicionar muitas camadas. Portanto, use sempre 24 bits. Não há nenhuma razão real para não usar. É extremamente bom para qualquer aplicação.

E sempre deixe o dither para o estágio de masterização.

Sample rates e masterização

A sample rate é um pouco menos clara. Há muitos argumentos sobre o que é bom, o que é ruim e o que é ok, sem que hajam vencedores claros.

Muitos registros com sonoridades excelentes foram gravados em 44.1kHz.

Usar sample rates mais altas é tranquilo, mas certifique-se de que seu computador pode lidar com a sobrecarga adicional de CPU. Quanto maior o CPU, mais intensamente o seu computador vai ter de trabalhar.

https://blog.landr.com/wp-content/uploads/2017/01/landr-blog-master-9.jpg

Se você tem consciência do output necessário, assegure-se de trabalhar com o sample rate apropriado e evite quaisquer etapas de conversão desnecessárias no final.

Começando com um arquivo principal HD WAV, você estará preparado para todos os cenários de conversão que você possa encontrar, quando estiver distribuindo sua música para formatos de áudio com perda, como MP3.

Então agora você sabe como se preparar para a masterização perfeita! Mas apenas para recapitular:

  1. Use a compressão com sabedoria para preservar seus transientes
  2. Mantenha o nível de pico em seu master fader em torno de -6dB
  3. Evite limitar e comprimir demais antes da masterização
  4. Exporte sua mixagem final no formato WAV ou AIFF para a melhor masterização LANDR possível
  5. Use sempre a resolução de 24 bits
  6. Deixe o dither a cargo da LANDR
  7. Use HD WAV como seu formato principal LANDR assim você estará preparado para todas as futuras necessidades de formatação.

Siga estas etapas e você terá tudo o que precisa para obter a melhor experiência de masterização LANDR possível.

Fique a vontade para nos contatar pelo e-mail support@landr.com a qualquer momento para obter conselhos, comentários ou outras perguntas.

Boa masterização!